Data: 26 de
dezembro de 2013
Em Puyuhuapi
ficamos em uma cabaña muito boa. Nesse tipo de viagem o melhor de ficar é em
cabaña. Tem de tudo e, além da privacidade, ela é toda equipada. Cozinha com
tudo o que você necessita, sala, quartos e banheiro. Recomendamos.
Saindo de
Puyuhuapi, a 30 km de estrada entre a esquerda no Parque Nacional Queulat,
Setor Ventisqueiro. É imperdível. Vou citar aquela famosa frase de pessoas
chatas, que passaram em um lugar que você passou e fala: “em sua viagem pela
Carreteira Austral, você foi ver o Ventisqueiro Colgante? Não Foi??!!! Ah,
então você não foi na Carreteira Austral”, decreta o chato.
Mas é isso
mesmo! O Ventisqueiro Colgante do PN Queulat é algo de impressionante.
Curiosidade - Um Ventisqueiro
Colgante (suspenso), ou qualquer outra geleira ou glacial, é formado quando a
massa de neve depositada ultrapassa a 50m de espessura. Com o peso da própria
neve o gelo se adensa em cristais formando uma geleira dura (não mais porosa
como a neve acumulada) com aqueles tons de azul claro e às vezes azul turquesa. Isso
só ocorre em locais onde a quantidade de neve que cai no inverno é maior do que
a quantidade de neve que derrete em outras estações do ano.
Para chegar ao
Ventisqueiro Colgante do PN Queulat tem duas trilhas. Uma é bem fácil e fica em
um mirante sobre um bonito lago. Dali é possível avistá-lo muito bem. A outra
trilha é meio “power”. São 3.330m morro acima. Quem não tiver preparo é melhor
não ir. Mas chegando lá, vale a pena. Ele é avistado bem mais próximo e a visão
é fantástica. Vejam algumas fotos: a do mirante do lago (foto 1) e as
do mirante mais acima (foto 2, foto 2 e foto 3).
Até agora foi o
ponto alto da viagem.
Nessa região do
Chile é impressionante a quantidade e turista alemão. Só dá aftasardendoem
emorraidasidem. Acho que é porque a colonização dessa região foi realizada
pelos alemães e isso, além da beleza natural, deve influenciar.
A estrada toda é
recheada de paisagens maravilhosas. Realmente é uma das estradas mais linda que
passamos. Veja essa foto.
Chegamos e em Coyhaique
ao final da tarde. Coyhaique é uma cidade grande para os padrões regionais. Na
verdade é a maior da região. A noite fomos a um restaurante bem charmoso onde
comemos cordeiro ao ajiallo, lomo a lo pobre e salmão a lo pobre.
Interessante:
todos os pratos “a lo pobre” são os mais ricos. Sempre vem acompanhado de ovos
fritos e batata ou outro acompanhamento, o que é raro na Argentina e Chile,
onde o prato é aquilo que você pediu e só. Se quiser acompanhamento é a parte.
Resumindo: tá com muita fome? Peça algo a “lo pobre”.
Tomamos alguns
vinhos e fomos descansar em um hotel bem legal e que dá um desconto ao turista.
E é um desconto bom. O nome é Hostelera San Rafael.
Até mais, quando
tiver internet.
João/Ana/Moreno