Data: 30 e 31 de
dezembro de 2013 e 01 de janeiro de 2014
Lugar
espetacular. El Chaltém na Argentina. Esse é o ponto mais ao sul de nossa
viagem. Já conhecemos El Calafate e seu Glaciar e Ushuaia, mas esse lugar
tínhamos pulado.
El Chaltém é uma pequena, na verdade pequeníssima cidade encravada nos pés da Cordilheira dos
Andes. Muito charmosa é considerada a Capital do Trekking. (Veja a rota de Los Antíguos a El Chaltén)
Aqui são
encontradas pessoas do mundo inteiro. Ficamos no Complexo Turístico El
Relincho, que tem cabañas e camping. Ficamos acampados. O Interessante desse
camping é que ele tem um salão grande, com mesas, cadeiras e cozinha coletiva.
É como se fosse um hostel. As pessoas dormem em seus aposentos (barracas ou
trailers) e fazem as refeições no salão, usando a cozinha que é toda equipada.
Assim, as pessoas interagem e fazem novos amigos. Gostamos muito do sistema.
Ah! Outra coisa interessante: a administração do camping tem, mas não
disponibiliza internet. Acho que eles perceberam, também, que quando se tem
internet wi-fi as pessoas “falam” muito com quem não está ali, ou seja, vedam o
“olhar” a quem está junto e falam com quem não está próximo.
Fizemos amizade
com um grupo francês, o guia, super gente fina, já esteve no Brasil e sempre
queria que falasse em português com ele. O grupo dele, oito pessoas, saía todo
dia cedo para caminhar. Tomavam café bem cedo e zarpavam. Inclusive depois da super
festança do réveillon. Andavam mais que Matuzalém!!!!
Curiosidade - El Chaltém é o
ponto de encontro dos mais famosos montanhistas do mundo e o Monte Fitz Roy é a
atração especial. O seu nome é uma homenagem a Robert Fitz Roy, capitão do HMS
Beagle, o navio que levou Charles Darwin em sua viagem ao redor do mundo. No
linguajar indígena é denominado de Chaltém. O Cerro Torre, próximo ao Fitz Roy,
é considerado pelos montanhistas como uma das (ou mais) difícil montanha a se
escalar. Outra coisa interessante é que, antigamente, pensavam que o Chaltém
era um vulcão devido a grande quantidade de brumas e nuvens que ficam ao seu
redor, e por muitos dias. Conhecemos pessoas que foram diversas vezes e tiveram
que voltar para conseguir avistá-lo. Nós tivemos sorte, ele deu o ar de sua
graça (veja a foto 1 e a foto 2, que é foto de uma foto de uma fotografia aérea).
Nesse lugarejo
você topa com as mais diferentes figuras que se possa imaginar que existe no
mundo. E cada figuraço... Sérvios, croatas, franceses, alemães (muitos),
suíços... enfim, gente do mundo todo, inclusive do Brasil.
O réveillon foi
bem legal. Primeiramente, na manhã do dia 31, avistamos uma pequena área
cercada com telhas de zinco em forma de círculo. Olhamos mais atentamente e
percebemos que aquele local era o lugar de fazer o famoso “cordeiro a lo palo”
ou cordeiro fueguino. Aquele em que o cordeiro é espalmado, fixado em “espetos”
especiais e assado à lenha, como a famosa costela no chão. Perguntamos se
podíamos usar ou se eles pensavam em fazer um, e a resposta foi que eles
poderiam fazer por encomenda ou se tivesse no mínimo 10 pessoas. Pronto! Essa
foi a deixa. Já agitamos o pessoal e juntou quase o camping inteiro para a
festa. Tiveram que fazer dois cordeiros, pois um seria insuficiente.
Estávamos
perseguindo esse cordeiro faz tempo, a mais de 10 anos, quando fomos a Ushuaia
e vimos o tal do cordeiro fueguino.
A festa foi
super legal e animada. Depois da ceia e do delicioso cordeiro, regado a muito
vinho e espumante, tal qual no Brasil, as mesas foram arredadas e começou a
festa. Foi de levantar poeira do chão. Foi até de madrugada. Fui dormir não sei
que horas. Muito bom!
Feliz Año Nuevo!!!!!!
João/Ana/Moreno