Data: 05 a 07 de
janeiro de 2014
Nessa viagem,
como dissemos na capa do Blog, queríamos fazer uma viagem sem um calendário
fixo, pois não se quer uma viagem muito "amarrada", buscando-se a
maleabilidade e o seu andamento conforme a vontade dos viajantes. Mas tínhamos
apenas duas datas ajustadas e inegociáveis: 02 a 04 de janeiro, para encontrarmos
com os amigos em Bariloche (veja postagem anterior) e 7, 8 e 9 de janeiro para assistirmos
o Rally Dakar em Chilecito, na Argentina.
Pois bem! Tendo
em vista que Chilecito é uma cidade pequena, em junho de 2013 fizemos a reserva
de uma cabaña em São Miguel, bairro da cidade, já prevendo que seria muito
difícil achar local para ficar se deixássemos para fazer a reserva em momento
mais próximo do evento.
Tudo certo,
confirmado, reconfirmado por telefone... ajustado! Quando mando um email para o
pessoal da cabaña, quatro dias antes dizendo que chegaria dia 07/01 ao final da
tarde, veio a surpresa: não tinha mais a cabaña disponível. Cancelaram a
reserva sem dar a mínima para nós!! Foi uma grande sacanagem!!. Briguei, falei
para eles de nossa situação, mas não adiantou. Muito provavelmente, como o
mundo inteiro ia estar na cidade pelo rally, mandaram mais grana e leviana e
irresponsavelmente cancelaram nossa reserva.
Ah! E não foi só
comigo que isso aconteceu. Com um amigo de trabalho que também está “correndo”
atrás do rally (Paulo Caçola) aconteceu o mesmo. Portanto muita atenção com
isso em viagens pela América do Sul. Não dá para confiar muito.
Mas, para nossa
felicidade, acabou sendo melhor assim. Estávamos de passagem por San Rafael em
direção a Chilecito, onde depois da sacanagem iríamos ficar em um camping ou
dormir no carro, quando avistamos um caminhão todo esquisito, com um guincho
acoplado e placa da França. Emparelhamos com ele e vimos o símbolo do Dakar. Na
frente uma barreira policial, perguntamos e descobrimos que o rally estava
passando exatamente nesse lugar que estávamos na estrada. Aproveitamos e já
assistimos a passagem de algumas motos e quadricilos. Era local de dispersão
para voltar ao acampamento da competição, seguimos um caminhão de apoio e
chegamos até o local.
Muito agito na
cidade e, como nosso carro está todo cheio de adesivos, éramos saudados e
fotografados, achando que éramos de equipe de apoio ou sei lá o que.
Valeu a festa.
Paramos em um posto, pegamos pela internet o roteiro e os locais de
expectadores e rumamos a San Juan, onde assistimos a passagem do rally em
competição.
É coisa
espetacular! O lugar de nome Pedernal era local de passagem de todas as categorias:
motos, quadriciclos, carros e caminhões. Não é em todas as passagens que isso
acontece. Muitas vezes tem rotas diferentes para as categorias, especialmente
para motos e caminhões.
Nesse local de
passagem a “pista”, que na verdade é uma estradinha construída dentro de um
leito de rio seco (sazonal), passa por meio de vinhedos configurando uma
paisagem bem bonita. San Juan é uma das regiões de produção de grandes marcas
de vinhos.
O que nos
impressionou foi a passagem dos caminhões. É até assustador! Kamaz, Tatra,
Iveco, coisa bruta! Em nossa frente um caminhão quase “atropelou” um carro da
Bolívia. Foi um bunizaço e o boliviano praticamente se jogou fora da
estradinha, que eles chamam de pista. Deu medo!
Realmente para
quem gosta de corrida ou esporte com veículos o Rally Dakar é impressionante.
Vale a pena assistir, especialmente por que está pertinho da gente, até não sei
quando, pois pode voltar para a África.
Valeu mesmo.
Agora estamos
livres de Chilecito, cidade que já conhecemos. Vamos ver para onde iremos
rumar.
Até mais!
João/Ana/Moreno