segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

San Carlos de Bariloche – ou “Brasiloche”

Data: 02 a 04 de janeiro de 2014

Em Bariloche não fizemos nada de turismo. De Bariloche conhecemos quase tudo, pois já estivemos por lá mais que cinco vezes. Na verdade não me lembro direito quantas vezes foram.
Nossa parada por lá foi para encontrarmos amigos. Aliás, que nos brindaram as boas-vindas com um delicioso churrasco de bife de chorizo e paleta de cordeiro patagônico. Um espetáculo!!!
Esses amigos de Curitiba, que conhecemos na Prainha, estão fazendo a Carretera Austral e vão até Ushuaia. Ficamos três dias juntos festejando. Despedimo-nos com uma festa no dia 04 de janeiro (veja a foto com todos). Valeu e muito obrigado Beto, Tere, Vitor e Rafael Winkert; Jorge, Dione e Vitor Jorge; e Toni, o mestre navegador.
Essa parada foi bem estratégica para nós, pois tínhamos que fazer uns reparos no carro. A trepidação da estrada quebrou o suporte do estribo da camionete que teve que ser soldado e, o mais complicado, é que estávamos com um vazamento de água do motor e isso é um baita de um problema. Pelas minhas observações eu não tinha dúvida: era na bomba d´água, pois o vazamento era exatamente no mesmo local onde, em outra ocasião, a bomba d´água tinha rompido o retentor.
No hotel que estávamos o dono nos indicou um mecânico próximo e lá chegando já fui dizendo que estava com problemas na bomba d´água e que achava que tinha que trocar, já me preparando para a grana que teria que gastar. Calmamente o mecânico Ricardo pediu para abrir o capô e deu uma olhada aqui, ali e me mostrou onde era o vazamento: uma mangueira de arrefecimento interno do carro tinha furado bem próxima ao encaixe do cano. Rapidinho ele retirou a mangueira, cortou o local e a reencaixou. Fiquei pensando: se fosse em outra parte do mundo (não quero citar “no Brasil” pois parece que sempre estamos nos auto-denegrindo), provavelmente o mecânico teria feito o reparo, que foi simples e barato, e teria cobrado pela bomba, que certamente seria bem mais caro.
Aproveitei e troquei o óleo da “petrollera” que já estava vencido.
Curiosidade – Bariloche, apelidada pelos moradores locais de Brasiloche, de tanto brasileiro que tem frequentado a cidade ultimamente, fica dentro de um Parque Nacional: o Parque Nacional Nahuel Huapi. O PN Nahuel Huapi foi o primeiro parque nacional criado na América do Sul e abrange uma grande área: 717.000 hectares, o que corresponde a 717.000 campos de futebol. O sistema de gestão de parques nacionais na Argentina é diferente do Brasil. Para nós a categoria Parque Nacional não permite uso direto dos recursos naturais, somente o uso indireto (caminhada, contemplação das belezas naturais, recreação ao ar livre... etc.). Na Argentina eles administram os parques nacionais com base em um zoneamento bastante interessante: há locais onde se pode tudo (cidades e vilas, por exemplo) e locais onde não se pode nada (as zonas intangíveis), locais destinados unicamente para a conservação da biodiversidade.
Bem, chegou a hora de partir rumo ao Rally Dakar, que pretendemos encontrar em Chilecito, na Argentina. De lá mandaremos mais notícias.
Até mais!

João/Ana/Moreno