Data: 02 a 04 de
janeiro de 2014
Em Bariloche não
fizemos nada de turismo. De Bariloche conhecemos quase tudo, pois já estivemos
por lá mais que cinco vezes. Na verdade não me lembro direito quantas vezes
foram.
Nossa parada por
lá foi para encontrarmos amigos. Aliás, que nos brindaram as boas-vindas com um
delicioso churrasco de bife de chorizo e paleta de cordeiro patagônico. Um
espetáculo!!!
Esses amigos de
Curitiba, que conhecemos na Prainha, estão fazendo a Carretera Austral e vão
até Ushuaia. Ficamos três dias juntos festejando. Despedimo-nos com uma festa
no dia 04 de janeiro (veja a foto com todos). Valeu e muito obrigado Beto,
Tere, Vitor e Rafael Winkert; Jorge, Dione e Vitor Jorge; e Toni, o mestre
navegador.
Essa parada foi
bem estratégica para nós, pois tínhamos que fazer uns reparos no carro. A trepidação
da estrada quebrou o suporte do estribo da camionete que teve que ser soldado
e, o mais complicado, é que estávamos com um vazamento de água do motor e isso
é um baita de um problema. Pelas minhas observações eu não tinha dúvida: era na
bomba d´água, pois o vazamento era exatamente no mesmo local onde, em outra
ocasião, a bomba d´água tinha rompido o retentor.
No hotel que
estávamos o dono nos indicou um mecânico próximo e lá chegando já fui dizendo
que estava com problemas na bomba d´água e que achava que tinha que trocar, já me
preparando para a grana que teria que gastar. Calmamente o mecânico Ricardo
pediu para abrir o capô e deu uma olhada aqui, ali e me mostrou onde era o
vazamento: uma mangueira de arrefecimento interno do carro tinha furado bem próxima
ao encaixe do cano. Rapidinho ele retirou a mangueira, cortou o local e a
reencaixou. Fiquei pensando: se fosse em outra parte do mundo (não quero citar “no
Brasil” pois parece que sempre estamos nos auto-denegrindo), provavelmente o
mecânico teria feito o reparo, que foi simples e barato, e teria cobrado pela
bomba, que certamente seria bem mais caro.
Aproveitei e
troquei o óleo da “petrollera” que já estava vencido.
Curiosidade – Bariloche, apelidada
pelos moradores locais de Brasiloche, de tanto brasileiro que tem frequentado a
cidade ultimamente, fica dentro de um Parque Nacional: o Parque Nacional Nahuel Huapi. O PN Nahuel Huapi foi o primeiro parque nacional criado na América do
Sul e abrange uma grande área: 717.000 hectares, o que corresponde a 717.000
campos de futebol. O sistema de gestão de parques nacionais na Argentina é
diferente do Brasil. Para nós a categoria Parque Nacional não permite uso
direto dos recursos naturais, somente o uso indireto (caminhada, contemplação
das belezas naturais, recreação ao ar livre... etc.). Na Argentina eles
administram os parques nacionais com base em um zoneamento bastante
interessante: há locais onde se pode tudo (cidades e vilas, por exemplo) e
locais onde não se pode nada (as zonas intangíveis), locais destinados
unicamente para a conservação da biodiversidade.
Bem, chegou a
hora de partir rumo ao Rally Dakar, que pretendemos encontrar em Chilecito, na
Argentina. De lá mandaremos mais notícias.
Até mais!
João/Ana/Moreno