sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Nono – Catriel e a Difunta Correa

Data: 15/12/2013
Total percorrido: 920km

Depois de um belo descanso e muitos bifes de chorizo novamente fizemos uma viagem bem puxada. Percorremos 920km de Nono até Catriel, cidadezinha já na Província de Rio Negro (ver mapa do trecho).
Estradas boas, aliás, admiravelmente boas. Estrada de Villa Mercedes ao final da Província de São Luis (+ ou – 400km) com pista dupla e sem movimento algum. Andando a 140km/h parece que você está a 80km/h.
Curiosidade – Quem anda por essa região de Córdoba, La Pampa e Rio Negro, encontra pela estrada vários locais de homenagem e de fé a Difunta Correa. Reza a lenda que a mulher de sobrenome Correa morava em um lugar ermo, no meio do que eles chamam de Deserto de La Pampa, com o marido e um bebê recentemente nascido. O marido da tal Correa cuidava de uma estância de criação de gado e saiu para “campear” umas reses perdidas, com o pensamento de logo voltar. O marido estava demorando mais que o esperado. A comida acabou e a Correa resolveu ir procurar ajuda. Saiu a andar pelos pampas com o bebê, acabou se perdendo e caiu desfalecida, vindo a morrer de sede. O marido voltou e não a encontrando em casa saiu a sua procura, achando-a morta a vários dias. O fato lendário é que, mesmo morta, seguiu amamentando o bebê, encontrado vivo pelo pai junto ao corpo da, então, Difunta Correa. Por isso nesses locais de adoração a Difunta Correa, após uma oração de fé, são depositadas garrafas cheias de água (veja foto). Não parece lá muito “ecológico” essa atitude, é até meio feio o ambiente, mas em se tratando de um rito de fé, não se pode falar muita coisa. Aliás, nós não podemos falar muito disso, pois não somos bons exemplos a ser seguido em relação a nossa fé, quando acendemos velas aos nossos santos devotos, promovendo a emissão de gases e queimando derivado de petróleo. Faça o seguinte, não acenda vela para santo nenhum, se ele for bom mesmo, e eu tenho certeza que é, ele vai te agradecer.
Nesse trajeto foi deixada a Província de La Pampa e entramos oficialmente na Patagônia, pela Província de Rio Negro (totem alusivo as regiões da Argentina).

Chegamos a Catriel ao final da tarde, achamos uma pousada bem bacana. Nem saímos para jantar, comemos queijo e salgadinho com vinho no quarto. Descansamos para acordar cedo e ir até a próxima parada: Parque Nacional Lanim, em Junin de los Andes.
Até!