sábado, 21 de dezembro de 2013

O Parque Nacional Lanin – Junin de los Andes


Data: 17 a 20/12/2013
Total percorrido: 570km
 Acordamos relativamente cedo e rumamos a Junin de los Andes. No trajeto outro trecho da Ruta 40, que só tínhamos passado no inverno. No verão a paisagem é completamente diferente. Passamos em um Centro de Informação Turística, pegamos as informações sobre o parque, passamos em um supermercado para umas compras, pois a ideia era ficar acampado por dois dias, mas adianto que estava tão bom que resolvemos ficar um dia mais.
Curiosidade - Nesse famoso parque nacional argentino destacam-se na paisagem o Vulcão Lanin e os imponentes exemplares da espécie Araucaria araucana, parente próxima do nosso pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia). São árvores de grande porte e de ocorrência natural em um pequeno trecho da Cordilheira dos Andes na porção norte da Patagônia Argentina e nas mesmas latitudes no Chile. Restaram poucos relictos dessa vegetação que tem como espécie dominante a araucária. Duas causas principais de sua retração: o choque das placas tectônicas que promoveram o soerguimento dos Andes e um processo de vulcanismo fenomenal, com ventos fortíssimos que ocasionaram a queda das árvores em uma ampla área, todas na direção oeste-leste, como comprovam as araucárias petrificadas no Parque Nacional dos Bosques Petrificados de Jaramillo, na província de Santa Cruz (visitado em outra viagem). A outra causa, não poderia ser diferente, tal qual no Brasil, foi a exploração madeireira avassaladora e destrutiva que nós, humanos, promovemos.
A beleza desse parque é estonteante. Armamos nossa barraca nas margens de um lago de nome quase impronunciável: Lago Huechulafquen. Água límpida e uma praia de areias negras, derivadas do processo de intemperismo das rochas e cinzas vulcânicas. À nossa frente uma montanha ainda com neve do inverno.
O camping era muito bom, no centro do parque. Não tinha quase ninguém, não tinha energia elétrica, somente a noite em horário específico e, é claro, sem internet, por isso não houve postagem no blog nesses dias.
Passeamos pelo parque, fomos à cascata de nome El Saltillo, nadamos e até pescamos, quer dizer, tentamos, pois não pegamos nada.
Esse lugar foi classificado por nós como um dos lugares maravilhosos que todos deveriam conhecer. Vamos postar umas fotos, mas elas não conseguirão mostrar a magnitude da beleza do lugar (Foto 1; Foto 2; Foto 3: Foto 4; Foto 5).
No dia 20, após estar bem descansados, desarmamos o acampamento, arrumamos o carro e saímos cedo, pois tínhamos que conhecer outro setor do parque, o setor Tromem. Nesse setor chega-se ao pé do vulcão Lanin. Conhecemos o lugar e nos dirigimos ao Complexo Fronteiriço de Mamuil Malal, onde fizemos a aduana e adentramos ao Chile, na região de Pucon – Villarrica.
Nesse trajeto passamos próximo ao vulcão Villarrica, depois ao vulcão Osorno, já próximo da cidade de Puerto Montt, onde ficaremos dois dias e partiremos pela Carretera Austral, que tem seu marco zero na cidade. Passamos na empresa que faz o transbordo (balsas) e fizemos a reserva. Ficamos no Hotel Zafiro, localizada em um morro fora da zona central da cidade. Lugar agradável e tranquilo.
Informação útil – O câmbio de dólares para pesos chilenos (CH$) está assim: 1 US$ = 510 CH$. O preço do combustível no Chile é bem mais caro que o nosso e o da Argentina:
Diesel: Pesos Chilenos (CH$) 680,00 = US$ 1,34 = R$ 3,27 (o preço em reais equivale ao dólar a R$ 2,45, que foi como eu comprei)
Gasolina: CH$ 860,00 = US$ 1,68 = R$ 4,13

Buen provecho!!!????